quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Acompanhe os passos de um guepardo em supercâmera lenta

National Geographic registra os movimentos do felino mais rápido do planeta a 1.200 quadros por segundo.


Os guepardos são os mamíferos terrestres mais rápidos do planeta, sendo capazes de correr a quase 100 quilômetros por hora. E, depois de fotografar esses incríveis animais em velocidade máxima, a National Geographic decidiu registrar seus movimentos em câmera superlenta.

O vídeo acima foi produzido em uma parceria com o zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, e empregou uma câmera Phantom para capturar cada passo de um grupo de cinco guepardos a 1.200 quadros por segundo. Os felinos foram filmados durante três dias e chegaram a alcançar quase 97 quilômetros por hora.

Fonte: vimeotecmundo

Voos comerciais sem pilotos podem estar chegando


Teste vai ser feito dentro de algumas semanas, em um percurso que vai da Inglaterra até a Escócia.
 Voo comercial comum. (Fonte da imagem: Reprodução/Radiosc)

Com o desenvolvimento da tecnologia, vários aparelhos eletrônicos que precisavam de “ajuda” humana já funcionam sozinhos. Por conta disso, grandes projetos desse gênero estão sendo desenvolvidos, como é o caso do avião que transporta passageiros sem nenhum piloto dentro da cabine.

É lógico que a aeronave não fica no céu sem nenhum tipo de comando, pois um controlador (ou piloto) fica no chão com uma mesa de operação que controla o avião. Desse modo, é possível se comunicar com as torres de comando, continuar no trajeto definido e desviar de outros voos.

Esse tipo de avião já é usado pelas forças armadas norte-americanas, mas só em zonas de grandes conflitos e para reconhecimento. Agora, um teste — marcado para daqui algumas semanas, sem uma data específica — vai da Inglaterra para a Escócia para definir se é seguro fazer a mesma coisa transportando passageiros.

Gente responsável conduzindo o projeto


Para garantir a segurança no grande teste, pequenos experimentos estão sendo feitos pela equipe de pesquisadores responsável pelo projeto. Neles, o avião é controlado por pequenas distâncias, de forma que seja estabelecido um parâmetro de segurança — o processo é bem parecido com o que a Google realiza com os seus carros autônomos.

O projeto está sendo conduzido sob a supervisão do governo britânico e os resultados já foram avaliados pela ASTRAEA — sigla em inglês para “Autonomous Systems Technology Related Airbone Evaluation and Assessment”. Além disso, também há o apoio de diversas empresas, como a BAE System, Cassidian e Rolls-Roice.

A novidade mudaria alguma coisa?


Avião não tripulado da Marinhas dos EUA. (Fonte da imagem: Reprodução/DailyMail)

Na prática, voos sem a presença do piloto podem mudar a maneira como a aviação é conduzida atualmente. Em primeiro lugar, as aeronaves poderiam ter espaço para mais passageiros e abrigar uma quantidade de aparelhos tecnológicos bem maior — o que facilitaria o funcionamento do veículo ou deixar a viagem das pessoas mais confortável, por exemplo.

Além disso, os pilotos poderiam trabalhar de uma maneira muito mais dinâmica. Com isso, as trajetórias de voo poderiam ser mais seguras e os aviões poderiam passar com menos perigo por lugares difíceis para quem conduz a aeronave, como em tempestades e locais com forte neblina.

Contudo, todas essas melhorias dependem do teste que vai ser realizado em breve, pois ele vai testar a comunicação entre a nave e o controlador, assim como o tempo de resposta dos comandos. Vamos torcer para que tudo dê certo, não é?

Fonte: Economist, tecmundo

Força Aérea dos EUA usa robô com laser para tirar tinta de aviões


Feixe de luz concentrado é usado para pulverizar a pintura antiga, sendo que os resíduos são sugados automaticamente.


(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

Você já teve que retirar a tinta velha de alguma parede ou portão? Se as resposta for “sim”, você já sabe o quanto isso pode ser difícil e chato. Aparentemente, a Força Aérea norte-americana também não gosta de trabalhar com pinturas velhas e criou robôs com laser para desempenhar exatamente essa atividade.

Apesar de parecer uma ideia boba, eles usam essas máquinas para “descascar” aviões inteiros. Para isso, os lasers ficam presos em braços articulados para que o ângulo de trabalho esteja sempre certo. Depois disso, os feixes de luz concentrada passam pulverizando a pintura antiga — e o que sobra é uma poeira fina, sugada imediatamente por uma espécie de aspirador de pó.

Os estudos ainda não terminaram


O projeto para desenvolver uma pequena frota desses robôs ainda está em andamento. O estudo é realizado pelo Laboratório de Pesquisa das Forças Armadas em conjunto com o Centro Nacional de Engenharia Robótica da Universidade Carnegie Mellon e a Concurrent Technologies Corporation.

Até o presente momento, os robôs estão em fase de teste, em uma base de Utah. Seis máquinas estão trabalho e obtendo bons resultados, tanto que é necessária pouca assistência humana para que a tinta dos aviões possa ser retirada.

Fonte | tecmundo

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Ovelhas suíças já podem avisar sobre ataque de lobos via SMS


O biólogo suíço Jean-Marc Landry está promovendo a inclusão digital de ovelhas.

Involuntariamente, os quadrúpedes sob os testes de Landry estão enviando mensagens de texto com o uso de um colar que detecta o aumento de sua frequência cardíaca --o que ocorre quando da presença de um lobo, por exemplo.

O SMS seria enviado para seus donos.

Além do envio de mensagens de texto por celular, são cogitados os métodos de alerta sonoro e de spray químico para repelir os lobos.

Ovelhas e cães pastores em Les Diablerets (Suíça), onde dispositivo faz caprinos enviarem SMS automático

O intuito é frear os crescentes ataques dos caninos que vão da Itália até os Alpes suíços em busca das vulneráveis presas, em especial as que pertencem a criadores que não têm renda suficiente para comprar cães pastores, segundo a BBC.

Os testes com protótipos estão sendo realizados nas proximidades de Les Diablerets, na cadeia de montanhas bernesa, e incluem monitores cardíacos similares aos utilizados por corredores e ciclistas.
Quando submetidos a estresse, os caprinos praticamente triplicam seu batimento cardíaco que, em nível normal, fica entre 60 e 80 batimentos por minuto.

Landry, que faz parte do grupo suíço de estudo de carnívoros chamado Kora, disse à rede britânica que os primeiros dispositivos serão produzidos entre setembro e dezembro

Fonte | folha.uol

Jipe Curiosity pousa em Marte e envia primeiras imagens do planeta

Em uma operação tecnicamente perfeita, o jipe-robô Curiosity pousou nesta madrugada próximo à região equatorial de Marte. A viagem durou mais de 8 meses e após desembarcar na superfície o jipe entrou em contato com a Terra e enviou as primeiras imagens de baixa resolução.

De acordo com o calculado, exatamente 02h32 BRT da madrugada o jipe-robô Curiosity tocou a superfície marciana, baixado ao solo por uma espécie de guindaste espacial suspenso no céu. Apesar da precisão da operação, a confirmação do pouso só ocorreu 13 minutos e 40 segundos depois, tempo necessário para que os sinais enviados pelo jipe ao satélite Mars Odyssey Orbiter percorressem os 250 milhões de quilômetros que separam atualmente Marte da Terra.


A todo instante, engenheiros e pesquisadores reunidos no JPL, Jet Propulsion Laboratory aplaudiam cada etapa concluída e confirmada através dos sinais de telemetria enviados pela nave. A ansiedade aumentava à medida que a Curiosity descia e quando o narrador oficial e também controlador da missão confirmou o pouso, todo o centro de controle explodiu em aplausos, com alguns engenheiros chorando de emoção.

"Os Sete minutos de terror tornaram os sete minutos de triunfo", disse o administrador associado da NASA John Grunsfeld. "Minha imensa alegria para o sucesso desta missão é igualado apenas pelo orgulho que sinto pelas mulheres e homens da nossa equipe."

Primeira Foto

Outro momento que foi bastante festejado ocorreu quando a primeira foto foi recebida no JPL, captada pela gigantesca antena de 34 metros da Rede do Espaço Profundo, em Camberra, na Austrália. A cena era apenas um thumbnail (amostra) de poucos pixels e mostrava o horizonte marciano e uma das rodas do robô Curiosity, registrada pela câmera traseira Rear Hazcam (Hazard Avoidance Camera), que será usada pelo jipe para evitar acidentes enquanto estiver navegando.

Alguns instantes depois a mesma imagem foi recebida, mas em tamanho maior.

Entrada, descida e pouso

A fase mais difícil da missão teve início 17 minutos antes do pouso, quando o computador de bordo enviou um sinal a um conjunto de ignitores ordenando a liberação do casulo que abrigava o jipe Curiosity e seu guindaste espacial do veículo que os transportou até lá, a MSL, Mars Science Laboratory.

Atraído pela gravidade do planeta o casulo desceu vertiginosamente, a uma velocidade estimada em 22 mil km/h. Dez minutos depois, quando o altímetro-radar registrou altitude de 125 km acima da superfície teve início a entrada na atmosfera, uma fase batizada pela Nasa como "7 minutos de Terror" e que teve como objetivo reduzir a velocidade de queda para 1400 km/h.
A brutal desaceleração contra a atmosfera elevou a temperatura frontal do casulo a mais de 1600 graus, elevada o suficiente para incandescer a blindagem térmica que protegia o jipe-robô e seu guindaste.

A bola de fogo durou quatro minutos e quando o casulo atingiu 11 km de altitude o paraquedas supersônico foi aberto, reduzindo ainda mais a velocidade.


Cada vez mais devagar, o conjunto continuou perdendo altitude e quando atingiu 8 mil metros o computador de bordo ordenou a ejeção do escudo térmico que protegeu a nave do calor escaldante da entrada.


A bordo do casulo, o altímetro-radar realizava 250 leituras por segundo e a 1600 metros do chão enviou o último sinal que desprendeu o conjunto casulo-paraquedas.
Nesse instante o jipe-robô e seu guindaste continuaram a descida, freados por um conjunto de retrofoguetes. Quando estavam a poucos metros do solo o guindaste espacial se manteve equilibrado e graciosamente, com auxílio de quatro cordas, baixou o jipe-robô até o centro da cratera Gale, alvo primário da expedição.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Tudo pronto para o pouso do jipe-robô Curiosity em Marte

Se tudo correr como planejado, o jipe-robô Curiosity deverá pousar na superfície marciana às 02h31 de segunda-feira, dando início a um novo período de exploração do Planeta Vermelho. Como em outras ocasiões, o Apolo11 transmitirá o evento ao vivo junto com um chat para participação dos usuários.
Lançado em 26 de novembro de 2011, o jipe-robô partiu em direção a Marte em uma espécie de mini-corrida espacial contra os russos, que lançaram alguns dias antes a sonda Phobos-Grunt com o objetivo de ir até uma das luas do planeta e coletar amostrar do solo que seria trazida à Terra. No entanto, uma falha ainda não perfeitamente explicada impediu a missão russa de continuar.

Agora, passados pouco mais de 8 meses desde o lançamento, finalmente a nave MSL (Mars Science Laboratory) está perto de cumprir a primeira etapa de sua jornada e na madrugada de domingo para segunda-feira entregará sua preciosa carga - um jipe-robótico de 1 tonelada - ao destino.
Fases
De acordo com o cronograma do laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, que coordena a missão, 17 minutos antes de o jipe Curiosity pousar na superfície marciana terá início a fase EDL, siglas iniciais em inglês para Entrada-Descida-Pouso. Essa fase começa a 125 km de altitude e tem como objetivo liberar o casulo acoplado à MSL. A bordo do casulo segue o robô Curiosity.

Entrada
Dez minutos depois começa de fato a fase de entrada, quando a nave-casulo sofrerá uma forte desaceleração devido ao atrito com a atmosfera marciana. A desaceleração diminuirá a velocidade do artefato de 5 km/s para cerca de 400 m/s, fazendo a temperatura da estrutura ultrapassar 1600 graus Celsius.
Descida
Quatro minutos depois, quando a nave estiver a 11 km de altitude o paraquedas será aberto. Durante três minutos a nave continuará descendo e perdendo velocidade e quando atingir 8 km o escudo térmico que protegeu a nave do calor da entrada será ejetado. Alguns segundos depois, após a estabilização do artefato o altímetro-radar assumirá o controle da descida.
Pouso
Quando o conjunto estiver a 1600 de altitude, um sinal enviado pelo altímetro-radar obrigará o casulo-paraquedas a se separar do jipe-robô, que continuará a descida freado por um conjunto de retrofoguetes acoplados a um pequeno guindaste.
A fase final acontece a poucos metros do solo, quando as cordas do guindaste baixarão o jipe-robô até o centro da cratera Gale, alvo primário da expedição.
Ao Vivo
Todas as fases da missão poderão ser acompanhadas ao vivo pelo Apolochannel, que retransmite a Nasa-TV. Além disso, preparamos uma sala de bate papo exclusiva onde você poderá conversar e trocar ideias com outros participantes.

Fonte | apolo11

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Virando Harry Potter: capa de invisibilidade pode ser ligada e desligada


Cientistas da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, trabalham no desenvolvimento de manto que pode ser ligado e desligado quando o usuário bem entender.
Invisibilidade por indução eletromagnética. (Fonte da imagem: Reprodução/Arxiv)

As capas de invisibilidade fazem parte da ficção científica e dos sonhos de muitos pesquisadores há pelo menos uma década. Entretanto, criá-las no mundo real não é uma tarefa muito simples — e manter o controle sobre elas parece ser ainda mais difícil.

Contudo, os pesquisadores Darran Milne e Natalia Korolkova, da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, estão trabalhando em um projeto que pode resultar em capas de invisibilidade capazes de serem “ligadas” e “desligadas” por quem as estiver utilizando.

Isso seria possível graças a um processo conhecido como transparência eletromagnética induzida, um fenômeno no qual certos materiais se tornam transparentes quando dois feixes de luz são projetados sobre eles. A técnica funciona em materiais com átomos que podem existir em três estados eletrônicos distintos.

A ideia é que o feixe de laser seja absorvido quando os átomos estão em um estado “A”. Assim, a luz é absorvida e induz os átomos para um estado “B” ou “C”. Se as frequências dos lasers estiverem alinhadas, sua capacidade para excitar os elétrons pode ser anulada, o que resulta na possibilidade de escolha entre um estado “ligado” e “desligado”.

Se na teoria isso é possível, agora os pesquisadores trabalham na tentativa de colocar em prática o projeto de pesquisa. A técnica seria um avanço importante nas tecnologias de camuflagem, mas ainda deve demorar alguns anos para que um recurso como esse esteja disponível em escala comercial.

Fonte: Arxiv e tecmundo