terça-feira, 19 de abril de 2011

Chaveiro com GPS ajuda os perdidos a achar o caminho de casa

Na fábula de Joãozinho e Maria, a salvação era marcar o caminho de volta para casa com migalhas de pão para escapar da bruxa. Mas estamos em 2010 e a realidade é outra. Você precisa, afinal, de um pouco de tecnologia se quiser encontrar o carro no estacionamento do shopping em véspera de Natal ou até mesmo redescobrir o caminho de casa depois de uma festa mais intensa, não é mesmo?

O BackTrack GPS promete ser o seu guia e principal aliado da sua memória. Ao sair do seu ponto de partida, você aciona um botão, e o chaveiro começa a salvar o caminho na memória. Na hora de voltar, ele indica a distância e o percurso a seguir, usando setas e diversas unidades de medida (jardas, milhas, metros).

Ele funciona com duas pilhas AAA e grava até três pontos de referência diferentes. O fabricante promete que o GPS funciona com um sistema avançado, capaz de conseguir localizações em locais remotos e acidentados, como montanhas e florestas - o que faria do BackTrack um bom auxiliar para caminhadas mais casuais pela natureza.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Biografia de Steve Jobs será lançada em 2012

Com o título "iSteve", livro autorizado pelo co-fundador da Apple será escrito por Walter Isaacson.
 
Reuters. Por Edwin Chan - O presidente-executivo da Apple, Steve Jobs, autorizará a publicação de uma biografia em 2012 escrita pelo autor de best-sellers Walter Isaacson.

Jobs, ícone do Vale do Silício que lutou contra uma forma rara de câncer no pâncreas e passou por um transplante de fígado em 2009, concedeu ao biógrafo entrevistas exclusivas ao longo de três anos --um nível sem precedentes de acesso ao executivo.

"Assim como fez com Einstein e Benjamin Franklin, Walter Isaacson está contando a história única de um gênio revolucionário", afirmou Jonathan Kard, editor da Simon & Schuster em um comunicado.

Jobs é reconhecido por ter mudado o rumo da computação pessoal durante os dois momentos nos quais esteve à frente da Apple, ao mesmo tempo em que seu estilo único e o iPod, iPhone, iPad e o Mac fizeram dele um nome popular.

Considerado insubstituível por muitos fãs e investidores da Apple, ele entrou em licença médica por tempo indefinido em janeiro para concentrar-se em sua saúde --dois anos após uma ausência na empresa também por motivos de saúde.

O co-fundador da Apple, de 55 anos, não disse nada sobre a natureza de seus últimos problemas médicos. Jobs fez sua última aparição pública em março para lançar o iPad 2.
A biografia --intitulada "iSteve: The Book of Jobs" será publicada pela Simon & Schuster no início de 2012. O autor é ex-diretor executivo da revista Time e já foi diretor da CNN.

Fonte | Baixaki

terça-feira, 12 de abril de 2011

Carro elétrico criado nos EUA se recarregará em 10 min

Um dos empecilhos para a adoção em larga escala dos carros elétricos é o tempo necessário para a recarga das baterias, normalmente várias horas. Todavia, um projeto de uma equipe de estudantes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na silga em inglês) pretende mudar este cenário: seu carro elétrico seria capaz de recarregar as baterias em 10 minutos.
Batizado de elEVen, o veiculo é um Mercury Milan (uma variante do Ford Fusion) modificado, equipado com um motor elétrico originalmente projetado para ser usado em um ônibus. Com potência de 187 kW, o motor pode levar o carro de 0 a 100 Km/h em 9 segundos, e tem velocidade máxima de 160 Km/h a 12 mil RPM. 

É possível encher o tanque de combustível de um carro a gasolina em questão de minutos, mas um veículo elétrico tem o tempo de recarga medido em várias horas, geralmente oito ou mais. Para recarregar as baterias em 10 minutos, portanto, há um detalhe um tanto assustador: segundo o site Gas 2.0 é necessária uma fonte de energia capaz de fornecer 350 kW, muito além da capacidade de qualquer tomada doméstica. 

Mesmo as poucas estações de recarga dedicadas a veículos elétricos em operação nos EUA fornecem "apenas" 1.4 kW. Com isso, a recarga demoraria horas. Para comparação, um chuveiro elétrico dos mais potentes dissipa no máximo 8 kW. Por outro lado, ainda é menos que os 1,21 GW (ou 1.200.000 kW) necessários para recarregar o Capacitor de Fluxo de um DeLorean que viaja no tempo. 

Outro problema é o custo das baterias utilizadas no veículo, atualmente avaliadas em US$ 80 mil. É muito mais que o preço do próprio carro, que sai por algo entre US$ 20 mil a US$ 27 mil, dependendo do modelo e opcionais. Os estudantes esperam que o preço baixe com uma eventual produção em massa. 

O projeto elEVen deve deve ser concluído em 2010. É possível acompanhar o progresso no blog oficial da equipe, em mit-evt.blogspot.com. 

Fonte | tecnologia.terra.com.br

LG lança no Brasil Aspirador de pó robô

 (Fonte da imagem: LG/Divulgação)
 
Com design inovador, a LG Electronics apresenta o aspirador de pó HOM-BOT, produto que aspira o ambiente sozinho, proporcionando muito mais praticidade e comodidade.

O lançamento possui um sistema de navegação inteligente que combina duas câmeras (superior e inferior) com sensores infravermelhos que mapeiam os ambientes, permitindo que o aspirador defina a melhor trajetória de limpeza e também desvie, com agilidade, dos obstáculos e evite colisões, além de limpar lugares difíceis como embaixo do sofá ou de camas. Isso sem contar que o produto reconhece desníveis como degraus.

Ele conta ainda com quatro programas de limpeza diferentes e sistema inteligente de autorrecarga, que faz com que o Hom-Bot volte para a sua base quando a bateria estiver quase descarregada.

O HOM-BOT dispensa a necessidade de saco para pó e possui filtro HEPA, além de ser muito silencioso, com apenas 61 Hz. Para mais praticidade, o produto oferece ainda a função “início programado”, em que é possível definir quando o aspirador deverá iniciar a limpeza do ambiente.

Fonte:
- LG/Assessoria de Imprensa
- TecMundo

terça-feira, 5 de abril de 2011

Batidas cardíacas podem recarregar seu iPod

Microchip desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos usa energia gerada por batidas do coração e movimento corporal para recarregar baterias.
Com o objetivo de que os aparelhos eletrônicos do futuro dispensem o uso de baterias, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia, Estados Unidos, desenvolveram um microchip capaz de transformar batidas cardíacas e movimentos corporais em energia. Assim você recarregaria dispositivos eletrônicos sem precisar de uma tomada.

A nova tecnologia, apresentada na Exposição e Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química, usa telas de cristal líquido (LCD) e diodos, bem como radiotransmissores para armazenar a energia gerada. Para o pesquisador Zhong Lin Wang, líder do projeto, “esta evolução representa um marco para a produção de dispositivos eletrônicos portáteis que podem ser alimentados por movimentos do corpo, sem o uso de baterias ou tomadas elétricas”.

Durante os experimentos, os microchips foram capazes de obter 3 volts, o equivalente a duas pilhas AA (as de tamanho “tradicional” usadas em eletrônicos e controles remotos). Apesar de parecer pouco, essa quantidade de energia é um passo inicial rumo a algo que pode, em um futuro, dispensar o uso de fontes convencionais de energia para os portáteis.

Fonte | tecmundo

Pesquisadores descobrem que transístores de grafeno se autorrefrigeram

Material, que é apontado como substituto do silício na fabricação de eletrônicos, tem nova características descoberta em universidade estadunidense.

O grafeno é um material promissor e já é aplicado em vários projetos ao redor do mundo. Experimentos com ele renderam o prêmio Nobel da Física para os cientistas Andre Geim e Konstantin Novoselov no ano passado, e as conquistas não param por aí. Pesquisadores da Universidade de Illinois, Estados Unidos, descobriram que transístores feitos de grafeno possuem uma característica de autorresfriamento.

A descoberta, feita em uma pesquisa liderada pelos professores Willian King e Eric Pop, verificou que algumas regiões dos transístores de grafeno possuem um efeito de esfriamento termoelétrico, o que controlaria a temperatura geral dos dispositivos. A equipe de Illinois utilizou uma sonda microscópica para medir, em escala manométrica, a temperatura desses transístores em funcionamento.

De acordo com o professor Pop, “eletrônicos com grafeno ainda estão em sua infância, no entanto, nossas medições e simulações serão reforçadas à medida que a tecnologia de contatos e transístores de grafeno melhorar”. Isso mostra que a lista de possibilidades de realizações com grafeno aumenta cada vez mais e mais novidades devem surgir em breve.

Fonte | Baixaki

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Jipe que vai explorar Marte está em fase final de montagem nos EUA

'Curiosity' será lançado ainda neste ano e deve chegar em agosto de 2012.
Veículo de exploração vai procurar evidências de vida no planeta.
Engenheiros da Nasa trabalham na construção do jipe marciano 'Curiosity', no Laboratório de Jatos de Propulsão, em Pasadena, no estado norte-americano da Califórnia. Usando roupas de proteção numa sala limpa, eles fazem os últimos testes e terminam de montar o veículo antes de mandá-lo para a base espacial, na Flórida, do outro lado do país. 

O 'Curiosity' será lançado no fim do ano e deve chegar a Marte em agosto do ano que vem, para uma missão de dois anos buscando evidências de vida no planeta. (Foto: AP)

Fonte | g1.globo.com

NASA apresenta conceito de nave espacial

 
Nesta configuração completa, a Nautilus poderia manter uma tripulação de 6 astronautas por um período de até 2 anos. [Imagem: NASA]

A NASA divulgou os primeiros esboços de uma nave espacial voltada para a exploração espacial de longa duração.

A nave, chamada Nautilus-X, é projetada para ficar permanentemente no espaço, ou seja, ela deverá ser construída no espaço e não terá estrutura própria para pousar em planetas, luas e asteroides.

Contudo, a nave é modular, e pode ser construída em diversas configurações, dependendo da missão.

Como os módulos são interconectados de maneira semelhante aos módulos da Estação Espacial Internacional, os veículos de pouso podem ir acoplados ao corpo principal da nave, separando-se quando a Nautilus entrar em órbita do alvo a ser explorado.

Nautilus é uma homenagem ao submarino do capitão Nemo, o personagem de Júlio Verne em Vinte Mil Léguas Submarinas. Nautilus-X é uma sigla um tanto forçada para Atmospheric Universal Transport Intended for Lengthy United States X-ploration.
 
Esta seria uma configuração para exploração de um asteroide ou outro corpo celeste próximo à Terra. [Imagem: NASA]

Gravidade artificial

O que mais se destaca na nave é a presença de uma estrutura giratória destinada a gerar gravidade artificial.

A chamada “centrífuga integrada” pode ser um elemento importante para o conforto e bem-estar da tripulação, além de minimizar os efeitos danosos do ambiente de microgravidade sobre a saúde humana, ainda que não seja capaz de gerar o ambiente equivalente a 1G.

Em uma configuração completa, incluindo a capacidade para múltiplas missões – como a exploração de mais de um alvo no espaço – a Nautilus poderia manter uma tripulação de 6 astronautas por um período de até 2 anos.
 
A NASA estima que a Nautilus poderá ser construída usando a Estação Espacial Internacional como estaleiro. [Imagem: NASA]

O bloco básico de construção da nave são as estruturas infláveis atualmente em desenvolvimento pela Bigelow Aerospace, que planeja colocar um hotel espacial em órbita da Terra.

A NASA estima que a Nautilus poderá ser construída usando a Estação Espacial Internacional como estaleiro.

A construção levaria pouco mais de 5 anos (64 meses) a um custo estimado em US$3,7 bilhões, o que não inclui os módulos de pouso na Lua, em Marte em em algum asteroide.
Concepção do uso da Nautilus como um posto avançado, estacionado no Ponto de Lagrange L1, para a exploração da Lua. [Imagem: NASA]

Fonte | veiculoeletrico

Plástico feito com penas de galinha: ecológico e econômico

 O plástico é um produto muito usado e sua receita química atual exige muitos materiais derivados do petróleo. Agora, um novo estudo sugere que as milhões de toneladas de penas de galinha que são descartadas por ano poderiam ser usadas para fazer plástico. Isso poderia levar a um produto mais leve e mais favorável ao meio ambiente.

Outros resíduos biológicos já foram propostos como componentes para formular plástico. Penas, assim como cabelo e unhas, são constituídas principalmente de queratina, uma proteína resistente e quimicamente estável, que pode dar força e ao mesmo tempo reduzir o peso nas misturas de produtos químicos do plástico, conhecidos como compósitos.

Pesquisadores agrícolas americanos dissertaram sobre a possibilidade de incorporar as penas de galinha ao plástico, como um aditivo em compostos que são feitos basicamente de um polímero químico.

A nova pesquisa leva essa ideia adiante, propondo que a fibra das penas de galinha seja usada como o ingrediente principal do plástico, compondo 50% de sua massa. Como resultado, os compostos exigiriam menos materiais como o polietileno e o polipropileno, derivados de produtos petrolíferos. 

Os plásticos se tornariam mais degradáveis e mais sustentáveis. A importância disso atualmente não precisa nem ser lembrada.

Para criar esse produto, os pesquisadores utilizaram penas de galinha e adicionaram uma substância química conhecida como acrilato de metilo, o que as transformou em um plástico, do qual fizeram filmes finos. Esses filmes são mais duros do que outros compostos plásticos de resíduos biológicos, além de serem muito mais resistentes à água.

Entretanto, testes em maior escala são necessários para estabelecer a viabilidade industrial da ideia.

Somente a produção em larga escala do composto poderia mostrar se ele compensa os custos de produção e energia. Daí sim o grau de desempenho em termos de economia, impacto no meio ambiente, etc, poderiam ser medidos.

Segundo os pesquisadores, investir em biomateriais sempre vai ser útil, principalmente por que sua matéria-prima é algo que, caso contrário, seria jogada fora.

Fonte | hypescience

O preço da informática: o computador já custou mais que um carro

Confira como a evolução da informática colaborou para que os preços pudessem chegar aos níveis populares de hoje.
Quando chegamos a algum mercado ou loja especializada em computadores e nos deparamos com valores inferiores aos R$ 2 mil, fica difícil acreditar que cerca de 15 anos antes era impossível comprar uma máquina com configurações aceitáveis por menos do dobro deste valor.

Para sermos mais exatos, os R$ 4 mil de 1996 equivalem a R$ 12.691 de hoje, conforme atualização monetária com base na taxa inflacionária (índice INPC). Ou seja, a redução no valor não foi de apenas 50%, mas de 85%. Mas por que será que os computadores custavam tanto se não possuíam a mesma potência de hoje?

A onda dos valores

A tecnologia trabalha em ciclos muito bem definidos. Aparelhos que custam muito têm seus valores reduzidos gradativamente até que cheguem aos preços mais populares, então surgem novas tecnologias, fazendo com que a curva dos preços volte a subir e o ciclo se repita. Isso pode ser percebido com televisores e suas diferentes tecnologias: CRT, LCD, Plasma, LED e os novos modelos 3D que ainda estão com preços altíssimos.

Em se tratando de informática, não é diferente. Os componentes de hardware sempre são lançados com valores altos que, com o passar do tempo, são reduzidos. Um dos fatores que mais contribui para a redução nos preços é a evolução tecnológica, pois quando são lançados novos produtos, é necessário reduzir os valores dos mais antigos para que eles não fiquem presos nas fábricas.

Fazendo uma análise bastante rústica, pode-se pensar da seguinte forma: o que aconteceria com os novos eletrônicos, se os antigos não tivessem seus preços reduzidos? Seria necessário vender cada geração com preços mais elevados, resultando em valores astronômicos para peças simples dos computadores.

Para entender melhor como funciona o esquema de ciclo de vida dos computadores e outros eletrônicos, confira este artigo completo que o Baixaki preparou no final de 2010.
 
Os primeiros computadores pessoais

Até o começo da década de 1970, os computadores eram limitados aos bancos e outras empresas que podiam gastar milhões de dólares para acelerar o processo de cálculo de algumas tarefas. Estas máquinas eram conhecidas como mainframes e não faziam muito mais do que calculadoras poderiam fazer (logicamente, com um fluxo muito mais elevado).

Fonte da imagem: Lawrence Livermore National Laboratory

A história continuou sendo escrita da mesma forma até meados de 1971, quando o computador Kenbak-1 foi lançado. Segundo o Computer History Museum, apenas 40 exemplares do computador foram produzidos pela Kenbak Corporation.

Os computadores Kenbak-1 possuíam 256 bytes de memória RAM, não apresentando processador. No lugar dele, a máquina trabalhava com ciclos de instrução de máquina de um microssegundo, o que seria equivalente a um processador de 1 MHz. Ele chegou às lojas por 750 dólares, valor que hoje seria equivalente a 4.098 dólares americanos.

Apple e a popularização dos computadores

Ainda na década de 1970, Steve Jobs e Steve Wozniak fundaram a Apple e lançaram o Apple I, que em 76 seria responsável pela entrada da empresa no mercado de tecnologia mundial. O computador chegou às lojas custando 666 dólares (equivalente a 2.590 dólares atuais), o que gerou muitos comentários negativos por parte de religiosos norte-americanos.

Para resolver este impasse, Steve Jobs deu declarações de que aumentaria o preço dos computadores para 777 dólares, assim as acusações cessariam. O Apple I foi o primeiro aparelho a ser lançado completamente montado, sendo que só era necessário acrescentar um teclado e um monitor para que ele pudesse ser utilizado.

Fonte da imagem: Bilby

No ano seguinte surgiu o Apple II, já com processador com clock de 1 MHz e 4 KB de memória RAM. O sucesso de vendas impulsionou outras empresas a criarem computadores pessoais, o que foi de extrema importância para a popularização desses aparelhos. Foi nessa época que as máquinas passaram a desempenhar funções mais complexas, como a geração de gráficos coloridos.

Desde o lançamento do primeiro Apple até a última geração dos iMacs, 35 anos se passaram e muito da computação evoluiu. De volta às análises financeiras: a máquina com processador de 1 MHz custava 666 dólares sem monitor, hoje um iMac com monitor integrado pode ser encontrado por cerca de 1.199 dólares.

Corrigindo os valores com base na inflação norte-americana, os 666 dólares se transformam em 2.590 dólares. Ou seja, um computador atual, com processador de 3 GHz e 4 GB de memória custa menos da metade do que custaria um Apple I.

Fonte da imagem: divulgação/Apple

Para que fosse possível se obter a potência de processamento de um computador iMac, seria necessário somar o poder de 3 mil computadores trabalhando simultaneamente para uma única tarefa. Logicamente isso não seria viável, mas vale lembrar que estamos utilizando estes números em caráter ilustrativo.

1 MB de RAM já custou o mesmo que um notebook

Há 25 anos, possuir 1 MB de memória RAM instalado no computador era mais do que suficiente para qualquer um. Mas não era qualquer usuário que poderia comprar “tanta” memória, visto que cada pente de 512 KB não saía por menos de 400 dólares. Um megabyte chegou a custar 859 dólares em 1985 (valor corrigido: 1.766 dólares).

Hoje, 1 MB de memória custa 1 centavo de dólar e não serve para quase nada. Um pente de memória de 1 GB pode ser encontrado por cerca de 13 dólares. Portanto, montar um computador com 4 GB de memória (média para computadores pessoais) custa menos de 100 dólares, cerca de 10% do que seria gasto com 1 MB há 25 anos.

Como acontece com qualquer produto, o ciclo de vida das memórias RAM é encerrado com o lançamento de memórias mais potentes. Hoje, os pentes que custam mais são os de memória Flash, que devem ter os preços reduzidos de acordo com o tempo. É provável que em 20 anos, outros tipos de memória sejam lançados e os atuais padrões fiquem na história, assim como aconteceu com pentes DIMM.

Processadores já trabalharam com megahertz

Quando os processadores Intel80386 (os populares 386) chegaram ao mercado em 1985, eles possuíam 275 mil transistores ocupando cerca de 1,5 micrômetros. Custando 299 dólares (valor corrigido: 614 dólares), continuaram a ser vendidos até 1994, ano em que a nova arquitetura Pentium chegou aos computadores pessoais.

Hoje, o processador Intel Core i3 (versão mais modesta da nova família de processadores da Intel) oferece aos seus usuários 382 milhões de transistores em uma arquitetura de apenas 32 nanômetros. Enquanto o 386 oferecia clocks de 10 a 40 MHz, os atuais i3 podem chegar a 3 GHz, até 250 vezes mais rápidos.

Fonte da imagem: CPU Grave Yard

Podendo ser encontrados por valores que permeiam os 315 dólares, seria possível dizer que os processadores tiveram todo esse aumento de potência sendo acrescidos apenas 15 dólares em seu preço. Isso já seria bom, mas se levarmos em conta os valores corrigidos do dólar, podemos afirmar que o valor do processador foi reduzido em 300 dólares.

Armazenar é preciso

Não adianta ter computadores se não existir um disco rígido para armazenar os dados. Nas máquinas atuais não é possível imaginar menos de 300 GB, sendo que a média dos HDs é de 500 GB. Imaginando que um disco com essa capacidade custa cerca de 35 dólares, cada gigabyte sai por volta de 7 centavos de dólar.
Em 1980, o valor pelo mesmo gigabyte era de 193 mil dólares. Considerando o disco rígido da Morrow Designs de 26 MB, que custava cerca de 5 mil dólares, seriam necessários 38 deles para que 1 GB de arquivos pudesse ser armazenado por completo.

Já imaginou o quanto você gastaria para que fosse possível instalar todos os seus programas favoritos ou baixar todas as músicas que possui no seu HD atual? O valor fica ainda mais absurdo se atualizarmos os valores de 1980 para a cotação atual do dólar: neste caso, 1 GB de HD custaria 518 mil dólares.
Um carro ou um computador?

Há alguns anos esta pergunta era feita para pessoas que tinham algum dinheiro guardado, pois dificilmente elas poderiam comprar os dois ao mesmo tempo. Exatamente, cerca de 40 anos atrás não existiam computadores populares e todos eles custavam mais do qualquer um imagina pagar em máquinas tão simples.

Em 1970, um carro popular podia ser comprado por cerca de 3 mil dólares (17 mil dólares atuais). Com a mesma quantia, seria possível comprar um computador e meio, com as configurações mais básicas da época. Atualmente, computadores com configurações consideradas aceitáveis custam menos de 1 mil dólares, enquanto carros populares custam os mesmos 17 mil.

Comparando em números mais brutos, pode-se dizer que, enquanto 40 anos atrás era possível trocar um carro por um computador e meio (ou um computador mais potente), hoje com o preço de um carro popular é possível adquirir 15 computadores capazes de rodar os principais aplicativos do mercado.


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Você já havia imaginado que os computadores podiam chegar a custar tanto quanto um carro? Deixe um comentário para contar ao Baixaki se você pagaria por um computador com os preços que eram cobrados na década de 1980.

Fonte | Baixaki